Veja dicas de estudo para concurso que oferece 2 mil vagas na Fazenda

fonte: site G1(Globo)

Português, direito tributário e previdenciário têm maior peso na prova.
G1 pediu para professores dar dicas de estudo levando em conta o edital.

 


 

O concurso do Ministério da Fazenda para 2 mil vagas de assistente técnico-administrativo, que exige nível médio e cujo salário é de R$ 2.590,42, deve ser um dos mais concorridos do ano, apontam especialistas. A organizadora é a Escola de Administração Fazendária (Esaf), do próprio ministério. A prova será aplicada no dia 10 de maio.

 O G1 consultou professores para dar dicas de estudo levando em conta o conteúdo do edital.

De acordo com Carlos Alberto De Lucca, coordenador geral do curso preparatório Siga Concursos, as disciplinas de português, direito tributário e direito previdenciário são as que têm maior peso na prova e, portanto, exigem mais atenção do candidato.

 

Segundo ele, de 20 questões de português, o candidato deve acertar pelo menos 8 para não ser eliminado. E, se gabaritar na disciplina, já consegue 40 (ou um terço) do total de 120 pontos.

Considerada a prova inteira, De Lucca lembra que é preciso que o candidato acerte pelo menos 72 pontos (ou 60% do total de 120) para poder ser aprovado no concurso.

O professor recomenda que o candidato dedique um dia de estudo para português, outro dia para direito tributário e previdenciário e o outro dia para as demais disciplinas (raciocínio lógico, informática, direito administrativo e constitucional). 

 

Raciocínio lógico e informática

Para De Lucca, a disciplina de raciocínio lógico engloba conteúdo parecido com o de outras provas para cargos de nível médio da Esaf. Por isso, ele recomenda que o candidato faça provas anteriores da organizadora para treinar.

No caso de informática, o especialista indica que o candidato priorize os conteúdos de software livre Linux, BrOffice, internet e redes. 

 

Português

Segundo De Lucca, a Esaf costuma colocar textos na prova de português e, a partir deles, apresentar questões. “Para ganhar tempo, o candidato deve ler a questão primeiro para depois ir aos textos, já direcionado para o que a pergunta pede”, diz.

 

Tatiane Félix da Cruz, professora de português da Central de Concursos, recomenda que o candidato estude principalmente regência e concordância nominal e verbal. Por ter peso dois, ela indica que o candidato comece o exame pela prova de português. Além disso, tanto os textos quanto as alternativas costumam ser longos, o que demanda muita concentração. 

 

Direito previdenciário

O professor de direito previdenciário Ítalo Romano Eduardo diz que os candidatos devem se dedicar aos aspectos constitucionais da seguridade social (artigos 194 e 195 da Constituição); salário de contribuição; prazos de recolhimento, que foram alterados recentemente pela Medida Provisória 447; e acréscimos legais e juros e multas, alterados pela MP 449.

Segundo ele, o candidato deve estudar o decreto 3048/99, que trata do regulamento da Previdência Social, especificamente os artigos 194 a 255. “Todo o conteúdo do edital para a disciplina está ali”, diz. 

 

Direito tributário

Cláudio Borba, professor de direito tributário, diz que o candidato deve estudar a disciplina de forma bem objetiva. “As perguntas serão em cima do que diz a lei”, afirma.

Ele recomenda que o candidato estude o Código Tributário Nacional (lei 5.172/66), dos artigos 3 a 67, 114 a 118, 127, 139 a 175 e 201 a 208. Além disso, é importante estudar a Constituição, dos artigos 145 ao 154. “Mas tem que entender o que os artigos dizem, e não apenas decorar."

 

Direito administrativo e constitucional

Segundo Elias Freire, professor de direito administrativo, a Esaf costuma explorar todos os pontos do edital na disciplina. Por isso, ele recomenda que todos os itens devem ser estudados.

 

Ele diz que o candidato deve dar especial atenção para o que será pedido na lei 8.112/90 e para dispensa e inexigibilidade na parte de licitação, além do código de ética do servidor.

Sylvio Motta, editor de Concursos da Editora Campus/Elsevier, diz que os Títulos I, II e III da Constituição caem inteiros na prova, além dos três primeiros capítulos do Título IV.

“Isso, no entanto, não deve assustar ao candidato, pois apenas noções desses temas podem ser exigidas”, ressalta Motta. Segundo ele, na prova existe uma maior chance de questões envolverem jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

Motta aposta que a prova terá o grau de dificuldade próximo ao dos concursos para a Receita Federal nas disciplinas de direito tributário, direito previdenciário e informática.

 

Ministro Confirma Concursos em 2009

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, responsável pelas autorizações de concursos do governo federal, confirmou à FOLHA DIRIGIDA nesta sexta, dia 13, que não haverá nenhum tipo de corte nas seleções promovidas pela União em 2009, contrariando expectativas pessimistas de alguns analistas. “Não haverá nenhuma modificação na política de concursos do governo para 2009. O que está incluído no Orçamento será cumprido”, garantiu o ministro, após solenidade realizada no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

De acordo com o Orçamento, está prevista a abertura de 64.540 novas vagas na administração pública direta federal. A declaração do ministro Paulo Bernardo ratifica o que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia confirmado com exclusividade à FOLHA DIRIGIDA na semana passada. Na ocasião, o presidente garantiu que a área de concursos não sofrerá nenhum tipo de corte. “Com responsabilidade, os concursos deste ano serão mantidos”, declarou.

 

Carreira

Crise é oportunidade para intercâmbio

18 de março de 2009

Por Natalia Cuminale

Crise mundial, dólar instável, desemprego em alta, crédito em baixa e o principal: insegurança sobre o que irá acontecer com a economia no futuro próximo. Esses podem ser motivos mais do que suficientes para muita gente adiar, reprogramar ou até mesmo cancelar uma viagem para o exterior a fim de realizar intercâmbio estudantil ou profissional. Porém, antes de tomar qualquer decisão a respeito, é importante ponderar sobre os reais objetivos da viagem, segundo explicam especialistas ouvidos por VEJA.com. Ricardo Rocha, professor de finanças pessoais do Ibemec São Paulo, é categórico: para manter os planos em momentos de incerteza, o projeto educacional deve ser "maior do que a crise". "Se a pessoa se planejou, tem os recursos necessários para fazer a viagem, então vá. A crise não deve cancelar esses investimentos", aconselha. Ele lembra que a experiência no exterior pode aumentar as chances de trabalho na volta.

Rocha explica que é importante ter disciplina, fazer sacrifícios e priorizar certos gastos para alcançar o objetivo. "Se sobrou dinheiro, compre dólares e guarde. É muito difícil fazer uma projeção de quanto estará a cotação da moeda no futuro, e a chance de errar é grande", diz. Para os mais disciplinados, o professor indica a abertura de um fundo cambial, sem o objetivo de especular e obter lucros, mas, sim, com a finalidade de proteção contra as oscilações do câmbio.

Até logo, Sydney - A turbulência econômica já provoca uma queda significativa na procura por intercâmbio, trabalhos em outras nações e até mesmo viagens para diversão. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), de novembro até janeiro, a procura por viagens internacionais registrou queda entre 25 e 30%. "O turismo é sempre o primeiro a sofrer impacto de uma crise, mas também é o primeiro a sair. Viajar é uma necessidade 'psico-social'", aposta Leonel Rossi Jr., diretor de Assuntos Internacionais da Abav. "O setor registra queda porque as pessoas estão esperando um pouco para ver o que pode acontecer na economia", afirma Roberto Caldeira, diretor comercial da agência Experimento.

Edmilson Ferreira de Lima, de 21 anos, estudante de administração, é um dos que foram atingidos pelo receio sobre o futuro. Ele planeja aperfeiçoar o inglês e trabalhar em Sydney, na Austrália, mas já deixou a empolgação de lado e redobrou a cautela na programação do intercâmbio. "Estou fechando o meu orçamento, quero dar uma entrada um pouco maior para não ficar apertado pagando as parcelas por muito tempo. Fora isso, fico com o pé atrás de ir para lá e não conseguir um emprego", diz.

"25% off" - A crise traz incertezas, mas, como sempre, há o verso da moeda. Com o desaquecimento do mercado, as empresas de intercâmbio ampliam suas promoções. "Lançamos alguns pacotes para destinos alternativos, promoções na inscrição e taxa do dólar 'congelada', a 1,95 real", explica Caldeira, da Experimento. Um curso de quatro semanas de italiano em Florença, berço do Renascimento, sai agora 25% mais barato; inglês nos Estados Unidos, 20%; na Irlanda, 10%; na Inglaterra, 15%.

Já a True Experience aposta no ensino da língua inglesa na Cidade do Cabo, na África do Sul. O programa de quatro semanas lá caiu de 2.090 dólares para 1.699 dólares. O parcelamento do pagamento voltou a ser prática adotada por algumas centrais de intercâmbio. O curso de espanhol de quatro semanas oferecido pela Student Travel Bureau (STB) pode ser dividido em até 10 vezes.

Rotas alternativas - Quem está mesmo disposto a estudar fora, tem ainda outra alternativa à crise: países como Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Canadá. Enquanto a recente alta do dólar americano encareceu taxas, as moedas australiana e neozelandesa se mantiveram praticamente estáveis, segundo explica Caldeira, da Experimento. No fim de 2008, o dólar canadense também subiu, mas pouco, se comparado ao valor adquirido pela moeda americana.

Para aqueles que resistem em abrir mão de destinos mais tradicionais, como os Estados Unidos ou a União Europeia, ainda restam opções. De acordo com Victor Hugo Baseggio, sócio-fundador da Central de Intercâmbio (CI), estudantes que antes reservavam um mês só para passear pelos países visitados já reduziram o tempo de lazer para duas semanas. Outra opção é procurar hospedagem mais barata. "O estudante não compra mais o passe de trem, por exemplo, que era um custo adicional. E faz ajuste até na carga horária do curso", explica Baseggio. Outro exemplo: quem pretendia fazer o High School por um ano em uma escola privada na Austrália, pode mudar os planos e estudar por seis meses no Canadá. Nesse caso, o custo pode cair até 40%.

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